21 de novembro de 2008

Alexander Fleming: Serendipidade

Alexander Fleming (1888-1955), médico e bacteriologista inglês, a quem se deve a descoberta da penicilina, o antibiótico mais conhecido da história.
Depois de estudar medicina, Alexander Fleming foi trabalhar no St. Mary’s Hospital, da Universidade de Londres. Seu desempenho na época de faculdade foi brilhante, ele ganhou vários prêmios em sua classe e se destacou nas área de fisiologia, farmacologia, patologia e medicina forense. Tornou-se pesquisador do St. Mary’s Hospital e professor de bacteriologia da Universidade de Londres. Como cientista, ele dedicou-se a pesquisar substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias nas feridas infectadas.
Os dois descobrimentos de Fleming ocorreram nos anos de 1920 e ainda que tenham sido acidentais demonstram a grande capacidade de observação e intuição deste médico britânico. O descobrimento da lizosima ocorreu depois que o muco de seu nariz, procedente de um espirro, caísse sobre uma placa de cultura onde cresciam colônias bacterianas. Alguns dias mais tarde notou que as bactérias haviam sido destruídas no local onde se havia depositado o fluido nasal.
A Alexander Fleming credita-se a descoberta da penicilina em 1929. O laboratório de Fleming estava habitualmente desorganizado, o que resultou em uma grande vantagem para sua segunda importante descoberta. Trabalhando com estafilococos em 1928, ao preparar placas para o crescimento desta bactéria, contaminou sua amostra com esporos de um fungo. Deixou suas amostras na bancada e partiu para duas semanas de férias. Quando voltou para o laboratório, notou que algumas placas haviam fungado, e ao redor do fungo não cresciam estafilococos. Ao invés de jogar fora a placa, resolveu estudar as propriedades daquele fungo. Ele observou uma cultura de bactérias do tipo estafilococo e o desenvolvimento do mofo a seu redor, onde as bactérias circulavam livres.
Fleming não patenteou sua descoberta, pois achava que assim seria mais fácil a difusão de um produto necessário para o tratamento das numerosas infecções que castigavam a população. Por seus descobrimentos, Fleming compartilhou o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina junto a Ernst Chain Boris e Howard Florey.
Fleming tentou aprofundar a pesquisa e constatou que uma cultura líquida de mofo do gênero Penicillium evitava o crescimento dos estafilococos. Publicou os resultados desses estudos em 1929, mas não obteve reconhecimento nem recursos financeiros para aperfeiçoar o produto durante os anos seguintes.
O fármaco foi desenvolvido por uma equipe de cientistas, incluindo Howard Florey (1898-1968), Ernst Chain (1906-79) e Norman Heatley (nascido em 1911). Esta equipe trabalhou no desenvolvimento de penicilina durante toda a segunda guerra mundial, o que conduziu ao primeiro teste bem sucedido em camundongos, em 25 maio 1940. Em 1943, a penicilina passou a ser produzida em massa, e até 1944 era suficientemente disponível para tratar qualquer soldado que dela necessitasse.
Eleito membro da Royal Society (1943), foi nomeado cavaleiro (1944) em reconhecimento ao seu trabalho. Nos últimos anos da vida foi diretor do Wright-Fleming Institute of Microbiology. O cientista teve oportunidade de acompanhar a repercussão de sua descoberta e a evolução dos antibióticos, medicamentos dos mais utilizados no mundo e responsáveis pela cura de doenças graves, como a tuberculose, antes de morrer em Londres, de infarto agudo do miocárdio.
"Não inventei a penicilina", disse Alexander Fleming. "A natureza é que a fez. Eu só a descobri por acaso".
A Penicilina revolucionou o tratamento da infecção e marcou o início da era antibiótica.
Referências:
YENNE, B. Cem homens que mudaram a história do mundo. São Paulo: Ediouro, 2002.
FERNANDES, C. Só Biografias. Alexander Fleming. Disponível em: <http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/BIOGVINC.htm?submit=Voltar+ao+Dicion%E1rio>
Acesso: 21 nov 2008.